terça-feira, 18 de agosto de 2015

Portas: a parte colorida de Dublin!

Ao chegar em Dublin, além do clima bucólico, do frio e dos ônibus de dois andares uma das coisas que nos chamam atenção são as portas coloridas (um dos cartões postais)!
Azul, vermelho, amarelo, laranja...
Elas ficam ainda mais bonitas diante dos jardim coloridos com os mais diversos tipos de flores!
Mas afinal, por que as portas de Dublin são dessas cores?


De acordo com a história, em 1861 a morte do príncipe Albert deixou Rainha Victoria, em luto profundo. Durante muito tempo ela evitou aparecer em público tornando-se mais distante da população, fato que se atrelou ao fato de a sua popularidade já andar em “baixa” em razão da Grande Fome, que tirou milhares de vidas e forçou outras tantas a deixarem a Ilha.

Logo após o anúncio de luto, a rainha teria ordenado que todas residências amanhecessem com bandeiras pretas postas na frente de cada casa. Foi então que um irlandês teria tido a ideia de colorir as portas em forma de protesto, o que teria sido seguido por mais pessoas.

No entanto, uma outra vertente da história dessas portas mostra um lado mais descontraído e funcional dessa ideia pela Irlanda. Portanto, a ideia de pintar as portas de cores diferentes teria surgido das mulheres que já estavam cansadas de buscar os maridos bêbados que acabavam batendo na porta errada. As residências praticamente iguais e muito próximas umas das outras era um agravante para a situação pós-pub e elas teriam resolvido dar um jeito nisso. Então teriam decidido pintar uma porta de cada cor para que cada um tivesse certeza de onde entrar.




 

Trabalho na Europa...

A escolha da Irlanda para ser meu país do coração foi também por possibilitar alguns benefícios aos intercambistas. Entre eles além de seis meses de estudo, a oportunidade de trabalhar pelo mesmo período de tempo. (Lembrando que as regras vão mudar e a partir do próximo mês o visto cai de um ano para oito meses...)

Eu procurei trabalho part-time durante as aulas mas foi realmente complicado conciliar, isso porque eu estudo 20 horas semanais (9 às 13h) e muitos trabalhos iniciam 13h ou 14h. Outro fator que pesa é que eu moro um pouco afastado do Centro, o que impossibilita minha chegada. Mas como minha prioridade era estudar e completar meu curso dei andamento ao meu objetivo! Lembrando que em muitas escolas a carga horária é menor que a DCU.

CENÁRIO
Encontrar emprego por aqui não é uma opção muito fácil, mas é o desejo de qualquer intercambista ou alguém que se aventura a vir morar na Irlanda, até porque, o custo de vida aqui é bem alto. Ainda mais para quem ainda está convertendo a moeda. Falando nisso... o euro não para de subir! (E a exploração por aqui rola solta. Isso porque tem brasileiros vendendo euro por valores em torno de R$ 4,10).

Dizem que os melhores meses para garantir o euro de cada mês é os de verão, quando o país recebe muitos visitantes, época que são realizados muitos festivais, shows e também por as pessoas estarem mais dispostas a sair e se divertir, afinal, tem sol né?! (Só as vezes)

Esses dias, conversando com um rapaz em uma loja de telefonia ele estava explicando como funciona mais ou menos o mercado em Dublin...

Meses promissores para quem almeja encontrar trabalho são outubro, novembro e dezembro, logo, agosto e setembro é tempo de entrega e envio de currículo. Esses meses são os que antecede o período de natal e as empresas contratam em massa. Porém, da mesma forma que contratam, demitem, então é importante o empenho para tentar agarrar a oportunidade e continuar na empresa!
Lembrando que maior parte dos lugares não aceitam o CV e pedem que cadastre nos sites ou fique de olho em sites de empregos (Como o Jobs. ie; jobs.donedeal.ie; Irishjobs.ie; Indeed.com; RecruitIreland.com).

O mês de janeiro é de baixa, assim como no Brasil e em todo lugar do mundo... Mês de pagar impostos e período pós compra de presentes...

Lembrando que esse é o cenário geral e não é regra que determinam que pessoas vão ou não conseguir emprego. Até porque é bem comum ouvir por aqui que é fácil e de outros que é impossível encontrar emprego. Claro que vai de acordo com o empenho, determinação e CV da pessoa.

Aqui não importa se você tem graduação, pós ou doutorado, todos estão no mesmo barco para trabalhar de cleaner, housekeeper, kitchen porter, barista, waiter... enfim! O negócio é estar de mente aberta e disposto a viver diferentes realidades.

Vale destacar que outro agravante são a preferência para quem é europeu. Ao se aplicar para uma vaga você estará concorrendo com outras pessoas e isso quer dizer que as outras podem ter mais experiências que você, ter o passaporte europeu. Mas isso não pode ser motivo para desânimo. Muitos empregadores dão preferência para aqueles que possuem o tal passaporte vermelho e portanto, tem menos restrições quanto ao visto de um ano.

Na última semana, conversando com um colega, ele me relatou outra dificuldade em relação do PPS. Um documento que é como o nosso CPF e se faz necessário na hora de conseguir o emprego. A diferença é que meses atrás qualquer um que chegasse na Irlanda e tivesse regularizado com a Imigração poderia fazer o seu. Hoje as coisas são diferentes... Só é possível tiver o PPS ao conseguir o emprego. Dessa forma o próprio empregador emite uma carta para o empregado ir até uma das centrais e dar entrada no documento.
Mas o que tem que dificuldade nisso? 
Acontece que como quem já tem o PPS tem prioridade, a pessoa que nunca trabalhou acaba não tendo oportunidades. E o que fica no ar é o seguinte: já que temos direito ao trabalho, porque é tão difícil conseguir?

Sem falar que as exigências estão cada vez maiores...
Para funções simples como cleaner solicitam fluência na língua (o que a maior ainda não tem, pois buscam a Irlanda para justamente esse objetivo); no trabalho de au pair e por vezes também de cleaner pedem que a pessoa tenha o seu próprio carro; em outros casos exigem que a pessoa tenha uma terceira língua (além da nativa e do inglês) e outros fatores que estão cada vez mais selecionando quem irá ou não trabalhar.

CV...
Nos EUA é Resume, aqui é chamado de CV. Muitas vezes ele nem é solicitado por aqui, mas é importante ter.
Na DCU eu tive aula de elaboração de CV e fiz o meu profissional na versão inglês, mas elaborei um para cleaner, garçonete, um geral que resume todos, de au pair... Até porque aqui é atirar para todos os lados e conseguir o pão de cada dia. 
Diante das dificuldades, uma colega até fez um cartãozinho com todas as atividades que realizava e distribuiu nas casas. Nessa brincadeira ela descolou vários serviços de cleaner. Aí vai muito o famoso jeitinho brasileiro...

AS AU PAIR

Diante da proximidade de concluir o meu curso o desespero foi batendo, até porque o desejo é ficar um ano na Irlanda... A outra opção que eu tinha era fazer uma viagem pela Europa e retornar para o Brasil no mais tardar Outubro. Mas claro que eu não entregaria os pontos assim né?!
Então eu me cadastrei nos principais sites para Au Pair... Entre eles: Au Pair in Ireland; Kangoroo, Au Pair Ireland, rollercoaster). O Kangoroo foi o que eu mais me empenhei e me dediquei a procurar famílias.
E o interessante é que você pode colocar a data que você pode começar, ou seja, mesmo estando distante do mês de início você pode encontrar famílias interessadas na mesma data. E então marcar entrevistas. 
Lembrando que as vantagens de trabalhar como au pair é que você não tem gastos com moradia e alimentação, o que já dá uma aliviada. Sem falar que você pratica o inglês diariamente, conhece e mergulha na cultura local e de quebra ainda supri um pouco a falta daquele ambiente família...
No total, eu dediquei uma semana procurando a tal vaga de au pair. Fiz um CV bem atrativo, com uma foto bacana ao lado de uma criança, falei sobre mim, minhas características e ao final fiz uma carta destinada a família.
Eu acessava diariamente o site e visualizava em torno de 400 perfis de famílias. No total mandei mensagem para 50 mães/pais e conversei via email e celular com 10. Fui apenas a duas entrevistas entrevistas e escolhi a segunda pelas facilidades que a família ofereceu, também pela qualidade de vida que vou ter e a afinidade com a família (que foi grande, Graças a Deus!).

SOBRE A MINHA FUTURA FAMÍLIA...

Eu vou morar há 45 minutos de Dublin, em Laytown, no litoral em um condomínio de frente para o mar (Como diz mamãe, a praia deve realmente me seguir). A família é pequena, o pai é Francês, a mãe de Connemara (um local lindo aqui na Irlanda) e possuem apenas uma filha, a Bláithín, de 10 anos. Ela é uma menina bem ativa, que gosta de brincar com os amigos e de nadar. (Inclusive uma das exigência que a mãe faça é que eu vá para academia com a filha para nadar em uma piscina com vista para o mar (chato né?! rs)

O início está previsto para a segunda semana de setembro mas já tive a oportunidade de estar junto da família duas vezes (no momento da entrevista e no outro dia em que a mãe estava de folga). Lembrando que a Rose faz questão de me convidar e passar momentos juntos antes do início do trabalho justamente para eu ir me habituando. Achei isso muito legal, inclusive. Na próxima sexta será a terceira vez que visitarei a família...

Eles são bem comunicativos e até brinco que são brasileiros, pela desenvoltura que tem, simpatia, toda hora perguntando se estou bem, se preciso de algo. Eu atribuo isso ao fato da Rose ter morado em outros países, o que deve ter deixado ela mais solta. (Aqui os Irish costumam ser mais na deles, quietos).

No dia da entrevista, quando conheci a casa a Rose me mostrou dois quartos que estão desocupados e me pediu que eu escolhesse o que melhor me agradava. Me perguntou o que eu precisava no quarto e marcamos de ir ao shopping juntas escolher as coisas para o meu futuro quarto.

Bom, diante de tudo isso a expectativa é que tudo seja maravilhoso... difícil não ser né?!
Quando eles forem viajar eu posso ir junto, assim como tenho a liberdade de ficar na casa ou se passar o final de semana com amigos em Dublin. Para chegar até a capital basta pegar ônibus ou o trêm, já que tem uma estação próximo ao condomínio da família.

Um poucos dos meus primeiros momentos com a família...

Condomínio da família
Minha futura casinha...
Essa será minha companheira de todas as horas...
Levando o auau para passear...
Divisa do rio com o mar...
Gosto taaando de Praia...
No meu segundo dia com a família entramos no carro e a mãe foi parando na casa dos amigos e me apresentando. Um clima super legal, tipo do Brasil, conversando com vizinhos, perguntando das novidades, se eles precisavam de algo. E Rose falou que o clima lá é bem assim, e que se eu precisasse de algo quando ela não estiver é só recorrer aos vizinhos. Então fomos buscando os amigos de Bláithín e levamos todos para passear na praia! 



Pensa em um vento?!

Pensa em uma água congelante? A sensação são de milhões de faquinhas/agulhas entrando no seu corpo! 
Aqui ainda é possível encontrar conchas... em alguns lugares do Brasil elas não existem mais!


Difícil tirar uma foto sem que o vento atrapalhe!






Aqui o bem estar do cachorro vem em primeiro lugar... então eles colocam ela na mala para que possa curtir um dia de praia... na praia é liberado correr, ficar na areia e entrar na água. No Brasil ficamos receosos porque depois tem que dar banho no cachorro, secar, que ele não pode entrar no carro molhado, com areia, enfim... achei bem interessante essa visão deles!
Acho que esse será meu lugar favorito da casa (Sala de primavera)
Vista da cozinha...
O cantinho da uaua... (quintal)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Veleiro Mexicano Cuauhémoc...

Que tal uma visita em um veleiro mexicano? Assim como o dia 20 de junho...
O veleiro Cuauhémoc aportou em Dublin para uma visita de cinco dias. A vinda do veleiro faz parte de uma recente aliança diplomática entre México e Irlanda e ficou aberto para visitação gratuita durante esses dias. É claro que eu não perderia a chance de conhecer né!?

Antes de ser aberto a visitação, o veleiro mais alto do mundo, o mexicano Cuauhtémoc, navegou para o centro da cidade de Dublin com uma escolta cerimonial de rebocadores do Porto de Dublin Shackleton e Beaufort antes de atracar no Cais Sir John Rogerson. A visita do Cuauhtémoc faz parte da celebração do 40º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a Irlanda e México. Trata-se de uma dos veleiros mais altos do mundo, pesando 1.800 toneladas, 270 pés de comprimento e com 225 marinheiros a bordo. O veleiro já esteve anteriormente em Dublin, em 2012 e recebeu mais de 23.000 visitantes a bordo.

Abaixo fotos do passeio...





Centro de Convenções de Dublin
Ponte em Formato de Harpa









Encerrando o passeio com um piquenique na beira do rio...
Quando conseguiríamos fazer isso no Brasil?




Uma noite na The Wrigth Venue...

Se tem uma dica que eu dou para quem está fazendo intercâmbio é: escolha com quem irá sair!
Na verdade a dica vale para todos, em todos os momentos da vida!



Digo isso porque no dia do meu aniversário eu resolvi sair e aproveitar o máximo que poderia do meu dia! Afinal, no próximo e no próximo e por anos eu gostaria de lembrar o quanto eu aproveitei e curti esse dia na Europa!
Pois bem, resolvi ir em uma das baladas mais tops do velho continente, localizada na Irlanda, mais precisamente em Dublin!
Então fui na companhia de dois housemates...
Vou falar que foi a boate mais perfeita da minha vida. Luxo puro, decoração top e para quem bebe, os drinks nem são caros. A música? Simplesmente perfeita... As melhores!
Mas mesmo sendo muito boa, e depois de um dia mega cansativo foi inevitável não olhar no relógio algumas vezes... Claro que o night time aqui ajuda né?!
Como toda balada por aqui... 3h os funcionários de qualquer casa noturna nos convida para ir embora! (Assim mesmo, ligam as luzes e começam a varrer o local. É bem engraçado de ver).
Ao sairmos da boate aquele friiio que só Jesus!
Um parêntese que exatamente neste dia eu saí apenas com uma jaqueta e sem o meu kit de sobrevivência na bolsa (Aqui em Dublin eu costumo carregar na bolsa gorro, blusa térmica, carregador de celular, remédio, luva...), mas nesse específico dia não fiz isso. Até porque normalmente quando saíamos a noite voltamos de taxi.
Poréeeem, ao sair da boate os lindos e amáveis housemates não quiseram dividir o taxi e decidiram esperar os ônibus voltarem a circular. Eles ainda cogitaram ir a pé, o que levaria mais de uma hora andando naquele frio. Claro que eu não aceitei né?!
Fomos para o Mc Donald's próximo a boate. O problema é que todos tiveram a mesma ideia, o local estava simplesmente lotado. Ficamos por lá, todos foram embora, os funcionários do local fizeram a limpeza e presenciamos até uma briga entre o segurança e uns rapazes que beberam e perderam a noção! (Siim, aqui também acontecem essas coisas, entretanto, com menos frequência).
Por volta de 5h30 resolvemos andar até o ponto de ônibus na via principal, já que teoricamente os ônibus começavam a circular 06h, segundo horários divulgados na internet.  Nós só esquecemos que era feriado e provavelmente os horários eram diferentes.
Andamos pelas ruas enfrentando um frio e um vento que é impossível expressar em palavras. Se Dublin já é frio, imagina as 6h da manhã?!
Ficamos mais de uma hora esperando o ônibus, pegando um frio que resultou na mesma hora em uma dor de ouvido e dor de cabeça que a vontade era sair correndo.
Mas vamos lá!
Quando lembramos que era feriado tentei de todas as formas convencer os meninos para pegarmos um taxi. Até porque eu já estava passando mal e se eu ficasse doente todo aquele valor que economizaríamos pegando um ônibus seria destinado a medicamentos.
Ok, eles toparam pararmos um taxi e perguntar o valor, e assim avaliar se pegaríamos.
E quando disse que passava taxi?
É aquela história, sempre que precisamos não passa nenhum!
Até que depois de muito apego a Papai do Céu ele enviou um taxi que cobrou 15 euricos! Fomos lindos né?!
Em 15 minutos estávamos em casa (e eu mal poderia acreditar nisso).
Então tomei um banho bem quentinho, já tomei remédios e puf, capotei!
Segundo foi um dia de boooa, porém terça o resultado: gripe! Foi uma semana de muita gripe, que eu tive inclusive que iniciar o uso do antibiótico...
Essa foi a semana que antecedeu minha viagem a Paris, ou seeja, quando eu não poderia ficar doente!
Mas como tudo tem seu lado positivo, aprendi: não saia com quem não tem a dignidade de dividir um taxi com você e nunca confie que irá voltar de taxi, então muita roupa e kit de sobrevivência mesmo que isso resulte em uma bolsa mais pesado ou um casaco quentinho em uma boate quente!

The Wrigth Venue
Quer saber o motivo de tanto status?

Projetado com estilo, o piso principal apresenta um som de classe mundial e sistema de iluminação (É absurdamente inacreditável aquele som! Nunca vi/ouvi nada igual antes!)
A decoração também impressiona desde a porta de entrada até a pista de dança... tudo bem colorido e com muito glamour!

Diferentes ambientes entre eles, O quarto roxo (Nostalgia o melhor dos anos 70, 80 e 90 dentro deste íntimo "Clube-dentro-da-club" - retro, mas sensação moderna); Barroco (Um clube na cobertura exclusiva com vista para Dublin City e além!; Suites VIP (Luxo privado denominado em
Las Vegas, Nova York, Los Angeles ou Miami! STAGE (Um convite para visitar os bastidores, relaxar e desfrutar a vibe com privado serviço de cabine - este bar atmosférico exala rockstar VIP chique).













Europa: também lugar de problemas sociais...

Coluna para a 133 edição do Jornal Folha da Cidade...

Como já tinha apontado anteriormente, não só de paisagens bonitas e investimentos no turismo é composto o velho continente. Na Irlanda em especial, durante os meses que correspondem o verão – entre maio e setembro – é comum que muitos turistas e visitantes escolham a Ilha Esmeralda para passear e aprender um novo idioma.
Mas o destino também é de muitos europeus que vêem em Dublin uma oportunidade para ganhar dinheiro. Essa busca por empregos gera um problema aos brasileiros e demais estudantes não europeus que vem para Dublin estudar, mas tem o direito de trabalhar meio turno ou durante suas férias. Isso porque os empregadores dão prioridades para aqueles que possuem o passaporte europeu. Lembrando que muitas empresas não pagam o salário mínimo (8,65 euros/horas), então é mais um alerta para aquelas que se aventuram em ganhar alguns euros na Irlanda.
Outro problema advindo com o verão é a violência. Apesar de grande parte das casas possuírem muros baixos, algumas inclusive sem portões, há regiões consideradas mais ou menos violentas. Mas nesse período, o foco mesmo são os turistas nos grandes centros.
E os responsáveis pelo transtorno gerado na cidade são os Knackers, chamados ‘carinhosamente’ como ‘nanás’. Eles são conhecidos por pequenos furtos – eletrônicos e dinheiro – e casualmente pelo uso da violência com agressão física, por exemplo, atiram pedras, ovos (de galinha), o que eventualmente resulta em brigas. Lembrando que assim como os guardas locais, os nanás também não usam armas de fogo. E por serem pessoas com baixo poder aquisitivo eles recebem ajuda do governo, uma espécie de ‘bolsa’.
Um formato comum aqui não só durante o verão, mas em todo o ano, é a existência de landlords e landladys. São para eles que pagamos aluguel em residências destinadas a estudantes (estilo república). O problema é que normalmente não existem contratos e toda negociação é feita apenas em uma conversa informal. O resultado é ‘um disse me disse’. Mas estudantes precisam saber que existe um documento com direitos e deveres tanto dos landlords como do residente.
E por fim, ainda sobre aluguel, é comum subalugueis (quando é cobrado valor além do previsto) e também taxas como a de água – esse será o primeiro ano em que irlandeses pagam pela água. A medida gerou insatisfação e protestos, mas foi aprovada pelo governo. Pórem, apesar de entrar em vigor apenas no mês de setembro, já está sendo cobrado por muitos landlords. 


A Europa economicamente falando...

Edição 132 do Jornal Folha da Cidade...

Viajar pelo Brasil muitas vezes é mais caro que viajar para o exterior. Essa afirmativa não é novidade para ninguém! Cada vez mais nos deparamos com tarifas mais altas e poucas opções para fugir delas, até porque as alternativas são: carro, ônibus ou avião. Viajar se tornou então sinônimo de: ter dinheiro.
A realidade por aqui, porém, é bem diferente. Falo isso nos quesitos incentivo e também possibilidades. Diariamente é possível encontrar promoções de passagens que chegam a 10 euros, por exemplo, para França, Espanha ou mesmo Suíça.
Sem falar que você pode viajar de avião, carro, trem, ônibus e se você tiver sorte ou for estudante e chegar próximo ao horário de partida do trem pode pagar um euro pela passagem quando não tiverem completos todos os lugares. Quando isso aconteceria no Brasil não é mesmo? As companhias preferem perder dinheiro a viajar com seus lugares completos por um preço que incentivem as pessoas a colocar o pé na estrada.
Já que o assunto é economia, ao viajar por companhias de ‘low cost’, ou seja, com tarifas econômicas, durando o vôo acontece uma espécie de mercado no céu. Não entendeu? Bom, se você está em uma viagem e esqueceu-se de comprar um presente para sua amiga ou namorado, não se preocupe. Durante o vôo além do carrinho de lanche (comum no Brasil), também é possível comprar produtos de beleza ou perfumes. Se tiver interessado basta solicitar a revista e escolher. Sim, por aqui tudo é motivo para ganhar dinheiro, contribuir com a satisfação do turista e facilitar a vida de quem viajar.
Outro lado da economia local é que o consumidor está sempre a par do quanto está pagando. Por aqui, além do preço do produto nas prateleiras do supermercado, também é possível ter acesso ao valor do produto por kilo ou litro. A medida tem o objetivo de proporcionar ao consumidor que compare os preços e veja qual o mais vantajoso para ele.
E quando falamos de consumidor, por aqui, pelo menos na Irlanda, é possível ficar tranquilo ao escolher seus produtos nos supermercados.  Isso porque é proibido o uso de conservantes, o que significa produtos mais frescos e menos risco a saúde. O problema é que diferente do Brasil, não é possível fazer compras do mês. Portanto, são necessárias várias idas durante o mês.
Em resumo? Os consumidores/cidadãos têm vantagens e facilidades não porque aqui é o ‘primeiro mundo’, mas porque em cada canto é possível ver a marca de uma história. De luta por seus direitos, por melhorias, por produtos que não apresentam risco a saúde e por diversos outros motivos que colocam a vida e o ser humano como primeiro lugar. A palavra chave? Tenha voz e mude! O resultado é um mundo melhor!